34. O Estado Respondente contesta a Admissibilidade da Participação-queixa com base em dois fundamentos, nomeadamente que esta não cumpra os requisitos do Artigo 56(3) e (5) da Carta, respectivamente sobre o uso de linguagem depreciativa e não esgotamento dos recursos e instâncias de Direito Interno. 35. Relativamente ao uso de linguagem depreciativa, o Estado Respondente defende que, embora não se possa discutir que um Queixoso tenha o direito de articular os seus fundamentos de queixa de uma forma necessária para construir o seu caso, um Queixoso não deve escrever a sua Participação-queixa numa linguagem depreciativa ou insultuosa dirigida ao Estado em causa ou às suas instituições. O Estado Respondente cita as seguintes frases das alegações do Queixoso que, na sua opinião, constituem linguagem depreciativa; 1. surpreendentemente, no segundo dia após a operação (à minha mulher), o assédio por parte do Lesoto continuou, um funcionário da imigração chamado Sr. Breed apresentou-se à maternidade e relatou que foi enviado para prender a minha mulher enquanto ela estava numa cama de hospital. 2. Apenas um dia antes da sua decisão, que foi deliberadamente organizada pelo Governo do Lesoto com o apoio do Sr. Breed para organizar o cancelamento do meu estatuto na RSA. 3. O Governo do Lesoto apercebeu-se da implicação de um indivíduo da RSA Immigration (Sr. Breed) e fabricou uma história falsa através de um jornal. 4. preferiram torcer os braços da justiça e inverteram a decisão de 4 de dezembro de 2013 por outra decisão do Tribunal de Magistratura....Esta lei mostra claramente como o Governo do Lesoto intervém junto dos tribunais locais. 36. O Estado Respondente alega que está ciente dos mecanismos que pode utilizar para efetuar detenções num Estado estrangeiro e que o Queixoso não apresenta qualquer prova que demonstre que o Lesoto alguma vez contratou alguém para o assediar. Sustenta ainda que a mulher do Queixoso estava noutro estado e que seria impróprio para o Queixoso assumir que o Estado Respondente pode ter influência na forma como outro país afeta o devido processo legal. De acordo com ele, as frases acima citadas (i ii &iii) são alegações graves que mancham a imagem do País. 37. O Demandado também alega, em relação à última frase citada (iv acima), que a imputação é que o Governo do Reino do Lesoto não respeita o princípio da Separação de Poderes. Isto implica, de acordo com ele, que o Executivo interfere com as decisões do Judiciário. 38. Relativamente ao requisito dos Queixosos de esgotarem os recursos e instâncias de Direito Interno antes de abordarem a Comissão, o Estado Respondente recorda a decisão da Comissão no processo Jawara v The Gambia, em que a Comissão estabeleceu a fundamentação para o esgotamento da regra dos recursos e instâncias de Direito Interno. Recorda ainda que os recursos a serem esgotados devem estar disponíveis, ser eficazes e suficientes para corrigir uma alegada violação. 39. O Estado Respondente salienta que a alegação do Queixoso de que submeteu o seu caso aos Tribunais locais, mas que o Governo negou aos tribunais que tratassem o caso

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