VIII. SOBRE O MÉRITO DA CAUSA
43. O Tribunal observa que o Peticionário fez várias alegações sobre a possível
violação do seu direito a um julgamento justo protegido pelo artigo 7.° da
Carta, n.° 1 do artigo 4.° da Carta Africana da Democracia, Eleições e
Governação (CADEG), conjugado com o artigo 14.° do PIDCP, o artigo 8.°
da DUDH e o artigo 2.° das Directrizes sobre Julgamento Justo. De modo
particular, invoca o seu direito adquirido de recurso a um órgão jurisdicional
superior (A); impugna ainda a sua declaração de culpabilidade
fundamentada no que alega não ser provas não fiáveis (B); invoca o seu
direito de impugnar os elementos de prova contrários, bem como o seu
direito de ser julgado inocente (C); a ser notificado da acusação modificada
(D); e o seu direito a ser informado dos motivos das decisões (E). O Tribunal
passa a pronunciar-se sobre cada uma das alegações do Peticionário.
A. Da alegada violação do direito a que a sua causa seja apreciada
44. O Peticionário alega que a recusa pelo Tribunal Superior de decretar a
suspensão dos seus procedimentos processuais na pendência da
determinação do seu recurso ao Supremo Tribunal de Recurso do Malawi
(MSCA) sobre questões preliminares e a incapacidade de o Escrivão do
Tribunal Superior preparar os autos judiciais de recurso e enviá-los ao
MSCA, impediram injustamente que o seu recurso sobre matérias
preliminares fosse agendado e apreciado. Por isso, ele alega que foi
violado o seu direito a julgamento justo, protegido pelo n.° 1 do artigo 7.°
da Carta, conjugado com o artigo 8.° da DUDH; a Parte A, a alínea (j) do
n.° 2 e Parte C, a subalínea (i) da alínea (b) do artigo, das Directrizes de
Julgamento Justo.
45. O Estado Demandado não apresentou a sua resposta.
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