admissão destes elementos de prova pelas instâncias judiciais nacionais
estava em conformidade com o direito do Peticionário a que a sua causa
seja apreciada nos termos do n.º 1 do Artigo 7.º da Carta.
70. O Tribunal observa que os autos do processo de julgamento revelam que,
desde o início do processo, a 13 de Junho de 2000, o Peticionário se opôs
à apresentação da declaração extrajudicial como elemento de prova. Isso
levou a que o Tribunal Superior conduzisse um julgamento dentro do
julgamento principal.
71. Durante esse julgamento no âmbito do julgamento principal, o Peticionário
alegou que foi preso a 20 de Março de 1995 e que depois disso, foi
espancado por «sungusungu»27, A 23 de Março de 1995, foi então levado
para o Tribunal Distrital que ordenou que fosse mantido em regime de
prisão preventiva. O Peticionário alegou ainda que, em vez de ser mantido
em regime de prisão preventiva de acordo com as ordens do Tribunal
Distrital, foi levado para uma esquadra da polícia onde os agentes da
polícia o espancaram e o coagiram a confessar. Os agentes da polícia
então levaram-no ao juiz da paz, a 24 de Março de 1995, onde confessou
ter cometido o crime. O Peticionário afirmou que concordou em confessar
porque estava sob a impressão de que, ao fazê-lo, seria retirado da
custódia da polícia e ser mantido em regime de prisão preventiva.
72. O juiz de paz (PW1), também prestou depoimento durante o julgamento no
âmbito do julgamento principal em que, antes de registar a declaração, foi
assegurado que o Peticionário confessava o crime, voluntariamente, e
complementado pelas seguintes acções: Um exame físico do Peticionário
a fim de detectar quaisquer feridas ou hematomas frescos; alertando o
Peticionário de que a sua declaração poderia ser usada contra ele em
tribunal e comunicando o mesmo em Kiswahili, que o Peticionário entende.
Assim, a declaração extrajudicial foi introduzida como prova no julgamento
no Tribunal Superior.
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Um grupo de justiça privada ou uma força de segurança informal.
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