ao art igo 7 da Cart a, os correspondent es do refer ido art igo em out ro acordos
confir mam que tal direito é coberto pelas disposições do seção 7(1)(c) da Carta, o
direito a uma defesa. 37 A Corte Européia de Direitos Humanos tem consistentemente
encontrado uma violação deste direito explícito sob as disposições do Artigo 6(3)(d) da
Convenção, como em Luca v. Itália e Solakov v. Antiga República Iugoslava da Macedônia.38
124. A Comissão observa que, nas circunstâncias desta comunicação, muitas testemunhas
e vítimas foram interrogadas na ausência de seus advogados e em swahili enquanto
falavam apenas Bemba. Além disso, algumas testemunhas não puderam ser ouvidas
devido à recusa do juiz e às ameaças. Estes elementos apontam para uma violação do
direito de defesa protegido na seção 7(1)(c) da Carta.
125. Sobre a alegação de violação do direito de apelação, a Comissão observa que, de acordo
com suas Diretrizes e Princípios sobre o direito a um julgamento justo e assistência
jurídica na África, "a garantia de uma decisão proferida sem demora indevida, notificada
em tempo e com fundamentação" é um elemento essencial do direito a um julgamento
justo em geral.1 A Comissão também observa que o direito a um julgamento justo é um
elemento fundamental do direito a um julgamento justo. 39 Além disso, existe uma
interconexão lógica entre o direito a uma decisão fundamentada e o direito de
apelação, conforme lembrado pela Comissão em Good v. Botswana4° e Amnistia
Internacional v. Zâmbia. 4 1 Tal posição é consistente com a prática tanto da Corte
Européia42 quanto da Corte Interamericana de Direitos Humanos. 43
126. A importância de uma fundamentação suficiente e relevante das decisões judiciais
é confirmada& na prática dos tribunais nacionais. A este respeito, é relevante citar o
caso Dibagula v. O Estado pelo qual o Tribunal de Apelação da Tanzânia encontrou uma
violação do direito ao devido processo, com base no seguinte
A necessidade de os tribunais darem razões para suas decisões é o resultado do fato de que as
razões contribuem para a clareza e minimizam as chances de arbitrariedade 0, 44
37
Ver Convenção Européia sobre Direitos Humanos, arts. 6(3)(c) e 6(3)(d).
Ver Luca v. Itália, Aplicação nº 33354/96, § 39, ECHR 2001 II e Solakov v. Antiga
República Iugoslava da Macedônia, Aplicação nº 47023/99, § 57, ECHR 2001 X.
39
Comissão Africana 'Guidelines and Principles on the Right to Fair Trial and Legal Aid in
Africa' (2001), Princípios A(2)(i). Ênfase acrescentada pela Comissão.
40
Voir Kenneth Good c. Botswana Communication 313/05 (2010) AHRLR 43 (ACHPR 2010)
paras 162, 175.
41
Anistia Internacional v. Comunicação Zâmbia 212/98 (2000) AHRLR 325 (ACHPR 1999) para
61
42
Ver, por exemplo, Baucher v. França, ECHR (2007).
43
Ver, por exemplo, Barbani Duarte e Outros v. Uruguai, 13 de outubro de 2011, parágrafos 183-185.
44
Ênfase acrescentada pela Comissão.
38
34