VII. DO MÉRITO
57. O Tribunal recorda que o Peticionário alega a violação dos Artigos 3.º e 7.º
da Carta relativamente às seguintes alegações:
i.
A sua condenação foi baseada em provas que não eram
credíveis;
ii.
A avaliação das provas que levaram à sua condenação foi injusta.
A. Alegação de que a condenação foi baseada em provas não credíveis
58. O Peticionário alega que a sua condenação baseou-se na prova de
identificação visual de uma única testemunha (PW1), que ele considerou
como não sendo fiável e que tanto o Tribunal de Primeira Instância
Residente, como o Tribunal de Recurso «não eliminaram toda a
possibilidade de identificação errónea».
59. O Peticionário afirma ainda que as provas utilizadas para o condenar
continham várias contradições e inconsistências que comprometem a
credibilidade da testemunha (PW1). O Peticionário alega que a referida
testemunha (PW1) contradisse-se a si mesma e às suas co-testemunhas
ao afirmar que o Peticionário foi primeiro identificado na esquadra da polícia
e também em relação a como, onde e quando foi preso.
60. Segundo o Peticionário, a prova não corroborada e não prestada sob
juramento da testemunha-chave PW1 requeria a corroboração das outras
três testemunhas que alegaram ter estado no local do crime e deviam estar
em consonância com o resultado da autópsia e/ou com o testemunho do
médico que examinou o falecido. No entanto, o Peticionário alega que nem
o depoimento da testemunha nem o resultado da autópsia foram
apresentados e, por conseguinte, as provas do PW1 não foram
corroboradas.
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