provas apresentadas pela testemunha PW2 (filho do falecido) baseou-se na sua jurisprudência, especialmente no caso Waziri Amani v. Republic, que enumera as directrizes aplicáveis na identificação pelas testemunhas. Entre as considerações que um juiz deve ter em conta ao avaliar o testemunho de identificação contam-se as seguintes: a. a distância de onde a testemunha observou o incidente; b. o momento em que o crime foi testemunhado; c. as condições em que tais observações ocorreram, incluindo a iluminação no local; e d. se a testemunha conhecia ou alguma vez tinha visto a pessoa acusada anteriormente. 48. O Tribunal observa que o Tribunal de Recurso avaliou as circunstâncias em que o crime foi cometido e considerou os argumentos apresentados tanto pelo Estado Demandado quanto pelo Peticionário, que estava devidamente representado por um advogado, para eliminar possíveis erros quanto à identidade do autor do homicídio. Ademais, o Tribunal de Recurso considerou particularmente que o Peticionário estava no local do crime e que, portanto, o seu álibi tinha sido forjado, que ele era bem conhecido da vítima e da testemunha PW2, que fora usada uma lanterna na prática do crime, que era possível a testemunha PW2 identificar o Peticionário e ainda que a própria testemunha PW2 tinha sido ferida pelo cúmplice do Peticionário e, portanto, a distância entre eles era bastante próxima. Com base nos testemunhos apresentados pelos declarantes, os tribunais nacionais consideraram o Peticionário culpado de ter cometido o crime e o condenaram à pena de morte. 49. O Tribunal considera que a maneira como o Tribunal de Recurso avaliou os elementos de prova no que respeita à identificação do Peticionário não revela qualquer erro manifesto ou a ocorrência de um erro judicial em prejuízo do Peticionário. Por conseguinte, o Tribunal rejeita esta alegação. 14

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