com base em provas provenientes de boatos, teria discutido com a sua
esposa no dia anterior ao alegado crime.
78. Igualmente, argumenta que, para corroborar a sua alegação de motivação
para o homicídio da sua esposa, a acusação baseou-se em provas
suplementares originárias de rumores sobre uma outra briga com a
esposa. Além disso, alega que a prova baseada em boatos relativa às
observações e opiniões de Haile Cherehani (testemunha da acusação),
reforçou ainda mais a teoria da acusação de que ele cometeu o crime.
*
79. O Estado Demandado argumenta que o Tribunal de Recurso analisou os
argumentos referentes à alegação de que o Peticionário foi coagido a
fazer declarações e concluiu que o Peticionário não foi sujeito a coerção
para confessar e que ele compreendeu o seu direito de manter o silêncio.
O Estado Demandado alega ainda, que a declaração feita pelo
Peticionário foi confirmada por testemunhas da acusação.
80. Em relação à alegação de que as testemunhas da acusação
apresentaram informações inconsistentes, o que tornaria as suas provas
não fiáveis, o Estado Demandado sustenta que as testemunhas eram
credíveis. Argumenta ainda que o Peticionário nunca levantou esta
questão perante o Tribunal de Recurso. O Estado Demandado também
argumenta que o Peticionário não alegou, perante este Tribunal, que
declarações exactamente que foram feitas pelas testemunhas da
acusação que são inconsistentes, e argumenta que as testemunhas da
acusação abordaram diferentes questões (factos), tornando assim
impossível que os factos sobre os quais prestaram depoimentos fossem
inconsistentes.
81. No que concerne à alegação de que o depoimento de confissão admitido
em tribunal o foi mesmo sem o juiz ter seguido o devido procedimento
legal, o Estado Demandado alega que o juiz seguiu rigorosamente o
23