Acórdão, o Estado Demandado é parte no Protocolo e, a 29 de Março de
2010, depositou junto à Comissão da União Africana, a Declaração feita
nos termos do n.º 6 do Artigo 34.º do Protocolo. Posteriormente, a 21 de
Novembro de 2019, depositou um instrumento de denúncia da sua
Declaração.
24. O Tribunal recorda a sua jurisprudência de que a retirada da Declaração
não se aplica retroactivamente e só produz efeitos um (1) ano após a data
de apresentação do instrumento de retirada, no caso vertente, no dia 22
de Novembro de 2020.7 Tendo a presente Petição sido interposta antes do
Estado Demandado ter apresentado a notificação da retirada, a mesma
não é, por conseguinte, afectada pela retirada. Consequentemente, o
Tribunal considera que tem competência em razão do sujeito.
25. No que diz respeito à competência jurisdicional em razão do tempo, o
Tribunal observa que as alegadas violações ocorreram entre 2012 e 2016.
Por conseguinte, as alegadas violações ocorreram depois de o Estado
Demandado ter ratificado a Carta, no dia 21 de Outubro de 1986, o
Protocolo, no dia 10 de Fevereiro de 2006, e ter apresentado a Declaração
ao abrigo do n.º 6 do Artigo 34.º do Protocolo, no dia 29 de Março de 2010.
Neste âmbito, o Tribunal considera é provido de competência jurisdicional
em razão do tempo.
26. O Tribunal também observa que tem competência em razão do território,
uma vez que as o alegadas violações ocorreram no território do Estado
Demandado.
27. Tendo em conta o que precede, o Tribunal conclui que é competente para
deliberar sobre o objecto em alusão na Petição.
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Cheusi c. Tanzânia (fundo da causa e reparação) supra, parágrafos 37-39.
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