3ª
A queixosa avança que a 25 de Outubro de 2012 saiu com um amigo seu chamado
Mikey e de repente uma pickup Toyota branca e um autocarro branco pararam e cerca de
8 homens em roupa normal e uniforme da polícia saltaram e ordenaram-lhe que entrasse
no camião.
A 3ª queixosa não sabia quem eram até ver o logótipo da AEPB (Abuja Environmental
Protection Board) na lateral do autocarro e apercebeu-se de que eram a força de
intervenção que recolhia as mulheres que se acreditava serem prostitutas.
Estes homens não lhe pediram que se identificasse, mas arrastaram-na em direcção ao
camião, puxando-lhe o cabelo, mãos e pernas, tocando-lhe no peito e tentando empurrála para o seu autocarro.
Ela começou a gritar e a pedir ajuda e os transeuntes que viram o que estava a acontecer
ajudaram-na a sair das garras dos homens. Teve de ir à farmácia nessa mesma noite para
obter alguns medicamentos e tratar as nódoas negras que sofreu.
A 3ª autora avança que dois dias após o incidente inicial, ela saiu com Fola e Romeo para
discutir o incidente anterior em frente de uma oficina mecânica. O mecânico, ao ouvir a
sua discussão, juntou-se à conversa e mencionou que uma senhora foi violada pela
equipa de intervenção da AEPB no dia anterior e quando tentou ajudá-la, foi apunhalado
na cabeça. Quando ela atravessou a estrada para confirmar se o seu carro estava fechado,
outro grupo de homens dos funcionários da AEPB assediaram-na e agrediram-na.
A 3ª Autora afirma que o assédio, abusos, agressões sexuais e humilhações que lhe foram
infligidos quase a fizeram perder a sua coroa como a melhor rapariga do Delta do Níger.
Ela relatou o incidente à polícia e foi mais longe para tornar público o seu caso numa
estação de rádio, pois não acreditava que iria obter justiça por parte da polícia.
A 4ª queixosa da sua parte avança que no dia 8 de Março de 2013 por volta das 19.30
horas, ela saiu com alguns dos seus amigos para o jardim Kuramo em Gwarinpa, Abuja.
Pouco antes de começarem a comer, cerca de seis polícias fardados e armados entraram
no jardim e instruíram-na a levantar-se e a mostrar
um meio de identificação. A 4ª queixosa que, no entanto, não tinha o seu bilhete de
identidade foi empurrada para um veículo de espera ao lado de outras pessoas no jardim.
O 4º queixoso declara que os agentes da Polícia os levaram para a esquadra da Gwarinpa
e ordenaram que se sentassem no chão nu dentro da esquadra da Polícia até às 5 da
manhã seguinte. No dia seguinte foi libertada sem qualquer motivo(s) para a sua prisão e
detenção, nem foi acusada de qualquer infracção.