58. O Estado requerido alega que as investigações não estabeleceram um ato de negligência,
inação ou incitação dos agentes de segurança no presente caso.
59. O Estado requerido explica que o OPP decidiu que, em referência às supostas agressões
sexuais, não havia fundamento para o crime de violação de honra, mas aquela evidência de
espancamento severo, de acordo com o Código Penal, foi estabelecida.
A análise da Comissão Africana sobre Admissibilidade
60. A única questão legal em jogo no presente caso é a exaustão dos recursos locais. No que diz
respeito ao O Estado requerido alega que não houve violação das disposições da Carta Africana, a
Carta Africana A Comissão observa que esses argumentos não podem ser examinados na fase de
Admissibilidade. Determinação de violação(ões) da Carta Africana é feita durante a fase de mérito
de uma comunicação, uma vez que A comunicação foi declarada admissível pela Comissão
Africana.
61. Portanto, a Comissão Africana somente examinará o artigo 56(5) em relação ao presente
Comunicação.
62. O artigo 56(5) da Carta Africana exige que as Comunicações devem ser enviadas para o
Comissão após esgotar os remédios locais, se houver, a menos que seja óbvio que este
procedimento é indevidamente prolongado. Uma queixa pendente nos tribunais locais significa
que as soluções não se esgotaram. Na no presente caso, os reclamantes argumentam que
esgotaram todos os tribunais locais e que seu caso não é pendente perante eles. Entretanto, de
acordo com o Estado requerido, as investigações policiais têm sido temporariamente parou e
poderia ser reaberta quando houvesse novas informações e evidências.
63. A Comissão Africana inferiu que o ônus inicial de demonstrar que os remédios locais têm sido
exauridos é do Reclamante. Uma vez que um Reclamante mostra que não há remédios locais
disponíveis em o Estado requerido, o ônus então recai sobre o Estado requerido para provar que
um remédio eficaz é disponível e não foi esgotado.
64. Em Rencontre Africaine pour h. Defense des Droits de l'Homme v. Zambia, a Comissão Africana
examinou a respectiva obrigação das partes em termos de exaustão dos recursos locais e
declarou:
"Quando o governo zambiano argumenta que a comunicação deve ser declarada inadmissível
porque os recursos locais não foram esgotados, o governo tem então o ônus de demonstrar a
existência de tais recursos".6 Portanto, no caso presente, o Estado requerido deve provar à
Comissão Africana que os procedimentos judiciais para remediar as violações ainda estão sendo
seguidos, caso contrário sua apresentação poderia ser considerada uma mera declaração.
65. A Comissão Africana observa que, a busca do esgotamento da solução local requer a
disponibilidade de soluções eficazes. Na questão imediata, a decisão da FPO de não processar,
assim como a confirmação dessa decisão após o recurso das Vítimas, é prova suficiente de que as
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