As submissões do Estado Responsável sobre Admissibilidade 31. Em suas observações sobre admissibilidade, o Estado Responsável alega, por sua vez, que a Comunicação deve ser declarada inadmissível por não se referir a fatos reais, mas a um conjunto que trata de um assunto que já foi resolvido. 32. O Estado requerido também é de opinião que a Comunicação contém imprecisões no sentido de que os reclamantes evitam que as sentenças de morte sejam comutadas em prisão perpétua, ao passo que caso contrário, tendo em vista a implementação do Decreto acima mencionado. Tal situação, de acordo com o Estado responsável, deve levar à inadmissibilidade da Comunicação. 33. No ponto de exaustão dos recursos locais, o Estado Respondente reconhece que as Ordens do O Tribunal Militar não pode ser apelado, mas alega que sempre houve um recurso contra seu Encomendas. De acordo com o Estado requerido, as disposições do artigo 175 da Decisão Executiva sobre o Organização do Sistema Judicial que estabelece as Regras dos Tribunais, Tribunais e Procuradores Públicos O Escritório 4 prevê o recurso obrigatório de indulto pelo Procurador do Ministério Público em caso a pena de morte seja decretada como último recurso. 34. O Estado requerido alega ainda que é em cumprimento a esta disposição que o Chefe de Estado emitiu um Decreto em 2 de agosto de 2002 em relação a medidas especiais de perdão para crianças-soldados e outros menores condenados à pena de morte e outras punições repressivas. O Estado requerido submete que Diyavanga Nkuyu e Bosey Jean Louis tiveram sua pena de morte comutada para liberar para serviço ao Governo enquanto a pena capital aplicada a Mwati Kabwe, Mbumba Ilunga e Banga Djunga foram comutadas para a prisão por 5 anos. Quanto a Nanasi Kisala, diz-se que ele obteve alívio das disposições dos artigos 3 e 4 do Decreto acima mencionado pelo qual a pena de morte é comutada para o tempo em uma escola de reforma do governo até o 21º aniversário ou cinco anos de prisão. 35. Finalmente, o Estado requerido alega que as reclamações pelas quais a Comunicação foi apresentada já haviam sido resolvidas sob o Decreto nº 084/2002 de 2 de agosto de 2002 que, como indicado acima, comutou as sentenças de morte em medidas de libertação por serviço governamental ou prisões por tempo determinado. Tudo isso, de acordo com o Estado Responsável deveria levar à inadmissibilidade da Comunicação. A análise da Comissão sobre Admissibilidade 36. Esta comunica��ão foi apresentada de acordo com o artigo 55 da Carta Africana que estipula que a Comissão pode receber e considerar outras comunicações que não as dos Estados Partes. Nos termos do artigo 56 da Carta, as comunicações recebidas de acordo com o artigo 55 devem atender aos seguintes requisitos condições antes que possam ser declaradas admissíveis: 1. Indicar a identidade de seus autores, mesmo que estes últimos solicitem o anonimato; 2. São compatíveis com a Carta da Organização da Unidade Africana ou com a presente Carta; 3. Não estejam redigidos numa linguagem depreciativa ou insultuosa dirigida contra o Estado em questão e suas instituições ou para a organização da Unidade Africana; 6

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