Tribunal considera que é mais adequado tratar as duas últimas alegadas violações na mesma parte5 (iii). i. Violação do direito de recorrer aos tribunais nacionais 39. Os Peticionários alegam que, na sequência de uma greve realizada após a recusa da BCM de aplicar as condições acordadas a 4 de julho de 2012, foram despedidos a 15 de agosto de 2012, mediante autorização do Diretor Regional do Trabalho de Kayes. Alegam ainda que esta autorização foi revogada pela Direção Nacional do Trabalho, o que deveria ter levado à sua reintegração. 40. Sublinham que, como não foram readmitidos, interpuseram um processo no Tribunal de Primeira Instância de Kita por despedimento ilícito e solicitaram o pagamento de vários montantes a título de indemnização e juros. Por sentença n.º 04 de 5 de junho de 2013 (a seguir designada por "sentença do Tribunal de Kita"), o Tribunal de Primeira Instância de Kita considerou o despedimento ilegal e condenou a BCM a pagar o montante total de oito mil milhões (8.000.000.000) de francos CFA. 41. Os Peticionários afirmam ainda que esta decisão foi anulada pelo Acórdão n.º 23, de 12 de dezembro de 2013, do Tribunal de Recurso de Kayes. Na sequência de um recurso de cassação contra a referida sentença, o Supremo Tribunal, pelo Acórdão n.º 32 de 10 de dezembro de 2014 (a seguir designado por "primeiro acórdão do Supremo Tribunal" ou "acórdão de cassação com referência"), anulou a sentença e remeteu o processo e as partes para o Tribunal de Recurso de Bamako. 42. Alegam que, enquanto o processo estava pendente no referido tribunal, a BCM apresentou um pedido de revogação do primeiro acórdão do Supremo 5 Sébastien Germain Marie Aïkoué Ajavon c. República do Benim, Acórdão (mérito e reparações) (2020) 4 AfCLR 133 § 176 11

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