Procurador especial para apresentar suas provas documentais e testemunhas. Diz que o
Procurador apresentou uma lista de 2.500 testemunhas e a audiência de testemunhas começou
em janeiro de 1996.
202. O Estado requerido argumenta que os advogados de defesa contra-interrogaram as
testemunhas apresentadas pelo Procurador durante os exames nos vários níveis e não era
incomum que uma testemunha voltasse ao tribunal por várias semanas devido aos intermináveis
contra-interrogatórios feitos pelos réus e seus conselhos de defesa. Diz que o tribunal ordenou
que o Procurador Especial apresentasse testemunhas duas vezes por semana às terças e quintasfeiras, considerando o tempo necessário para examinar uma testemunha, bem como a grande
quantidade de provas a serem apresentadas, um exercício que levou muitos anos.
203. O Estado requerido afirma que no ano 2000, após apresentar 726 testemunhas, o Procurador
Especial, convencido de que a justiça seria atrasada se a audiência do grande número de
testemunhas de todo o país continuasse, pediu ao tribunal que parasse a apresentação de
testemunhas e começou a apresentar outras evidências documentais. Diz-se que o tribunal
aceitou o pedido do Procurador Especial e a apresentação de testemunhas terminou em junho de
2000. Até então, o Procurador Especial tinha apresentado 2.500 provas documentais em 24
volumes com 192 páginas de explicações. Além disso, diz, foram apresentados filmes, áudios e
outras evidências técnicas contra os r��us. Entretanto, o Estado requerido diz que os réus também
receberam as provas apresentadas contra eles de acordo com o Artigo 20 (4) da Constituição
Federal, bem como do Código de Processo Penal. A apresentação das provas foi concluída em
dezembro de 2001 e o tribunal fixou uma data para rever os autos e proferir seu veredicto.
204. O Estado requerido afirma que, depois de examinar as acusações e as provas em relação às
declarações de defesa apresentadas pelos réus, o tribunal emitiu um veredicto de 587 páginas em
21 de janeiro de 2003, para provar as acusações contra os réus. Em sua decisão, o Estado
requerido diz que o tribunal, então, convidou os réus a iniciar suas defesas e os informou que eles
poderiam fazer declarações de defesa em resposta às acusações e chamar testemunhas em sua
defesa.
205. Diz que um ano após a decisão do tribunal, em 15 de dezembro de 2003, os réus trouxeram
uma lista de suas próprias três centenas de testemunhas e provas documentais. Argumenta-se
que cada réu foi encorajado a dar seu próprio testemunho, que foi extremamente longo. O Estado
requerido diz que 22 réus apresentaram 787 páginas de provas documentais, enquanto aqueles
que optaram por apresentar invidualmente sua própria defesa enviaram 1.416 páginas de provas.
Diz que todo o processo de audiência dos réus foi concluído em 5 de janeiro de 2005, data em que
o tribunal havia estabelecido uma data para o julgamento. Afirma que, para proferir seu
julgamento, o tribunal teve que rever cautelosamente um total de 3703 páginas de evidências
apresentadas por ambas as partes.
206. O Estado requerido argumenta que após examinar as evidências fornecidas pelas partes, o
tribunal teve que revisar cautelosamente um total de 3.703 páginas de evidências e argumentos
escritos. Diz que em 11 de dezembro de 2006, a sentença escrita em 792 páginas considerou
todos os réus, exceto um, culpados das acusações. Diz que em 11 de janeiro de 2007, o tribunal
considerou a maioria dos réus culpados como acusados e os condenou a vinte e três anos de
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