5.
A Peticionária afirma ainda que, a 27 de abril de 2012, o Inspetor-Geral e o
Chefe do Departamento de Investigação Policial solicitaram a intervenção
de um neurologista especializado para avaliar o seu estado de saúde.
6.
Ela afirma que, a 17 de maio de 2012, foi detida sob a acusação de tentativa
de cometer crimes contra a segurança do Estado e por envolvimento em
atividades criminosas. Esteve detida sem julgamento durante seis (6)
meses em condições degradantes e desumanas.
7.
A Peticionária alega que, a 22 de junho de 2012, o seu advogado
apresentou um pedido de fiança ao Juiz de Instrução do Tribunal de
Instrução do Terceiro Distrito de Bamako, o qual foi indeferido a 25 de junho
de 2012, em virtude da gravidade das acusações contra ela e o fato de que
o pedido ser prematuro. A 19 de julho de 2012, foi apresentado um novo
pedido de fiança, que foi igualmente indeferido a 30 de julho de 2012.
8.
A 16 de outubro de 2012, foi apresentado o relatório médico da Peticionária.
A 17 de outubro de 2012, a Peticionária solicitou ao Presidente da Divisão
de Acusação do Tribunal de Recurso de Bamako autorização para viajar
para o estrangeiro para tratamento médico. O seu pedido foi deferido e foilhe concedido um período de dois (2) meses para o efeito, com efeitos a
partir do dia da sua saída do território nacional.
9.
A 22 de novembro de 2012, a Peticionária foi autorizada a deslocar-se para
um hospital de neurologia em Nova Iorque para receber tratamento. A 13
de março de 2013, o Juiz de Instrução do Tribunal de Julgamento do
Terceiro Distrito de Bamako emitiu um despacho de absolvição por
insuficiência de provas.
10. A 10 de novembro de 2014, a Peticionária interpelou o Presidente da
Secção do Mali da Federação Internacional dos Direitos Humanos (FIDHMali) para denunciar as violações das quais foi vítima durante a sua
detenção.
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