as sentenças e ordenar a libertação do Peticionário da prisão pelo facto de
a sua condenação e aplicação de pena terem sido arbitradas pela sua mais
alta instância judicial.
19. Por sua vez, citando a jurisprudência do Tribunal no caso de Alex Thomas
c. Tanzânia, o Peticionário afirma que o Tribunal tem competência para
decidir sobre esta Petição, pelo facto de alegar a violação dos seus direitos
protegidos pela Carta e outros instrumentos de direitos humanos
ratificados pelo Estado Demandado.
***
20. O Tribunal recorda que é jurisprudência reiterada do Tribunal, em
conformidade com o n.º 1 do Artigo 3.º do Protocolo, que tem competência
para conhecer de petições a si apresentadas, desde que estas aleguem a
violação dos direitos garantidos na Carta, no Protocolo ou em quaisquer
outros instrumentos ratificados pelo Estado Demandado sobre direitos
humanos.3
21. No caso em apreço, o Peticionário alega a violação do direito de defesa e
o direito a um julgamento justo protegidos pela Carta da qual o Estado
Demandado é parte.
22. O Tribunal reitera ainda que, embora não exerça competência de recurso
relativamente às decisões dos tribunais nacionais, está habilitado pelas
disposições do n.º 1 do Artigo 3.º do Protocolo para garantir que os
procedimentos internos estejam em conformidade com as normas
3
Alex Thomas c. República Unida da Tanzânia (mérito) (20 de Novembro de 2015) 1 AfCLR 465, § 45;
Kennedy Owino Onyachi e Outro c. República Unida da Tanzânia (mérito) (28 de Setembro de 2017)
2 AfCLR 65, § 34-36, Jibu Amir alias Mussa e Outro c. República Unida da Tanzânia (mérito e
reparações) (28 de Novembro de 2019) 3 AfCLR 629, § 18; Abdallah Sospeter Mabomba c. República
Unida da Tanzânia, TAfDHP, Petição Inicial N.º 017/2017, Acórdão de 22 de Setembro de 2022
(competência jurisdicional e admissibilidade), § 21.
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