invocar pela primeira vez a defesa de um álibi, embora tenha tido a
oportunidade de o fazer durante o processo perante o Tribunal Superior e
o Tribunal de Recurso. De acordo com o Estado Demandado, após a
decisão do Tribunal de Recurso, o Autor tinha a possibilidade de solicitar
uma revisão ao abrigo do artigo 66.º do Regulamento do Tribunal de
Recurso, com base no facto de a decisão se ter baseado num erro
manifesto que resultou num erro judiciário.
*
38. Da sua parte, o Peticionário alega que esgotou todos os recursos do direito
internos quando interpôs recurso contra o Acórdão do Tribunal Superior da
Tanzânia antes de recorrer da decisão perante o Tribunal de Recurso, que
é a mais alta instância do país. Ele acrescenta que uma vez que o Tribunal
de Recurso proferiu uma decisão sobre o seu recurso, não seria razoável
exigir dele que apresentasse um novo recurso perante o Tribunal Superior
a respeito do seu direito a um julgamento imparcial, perante um tribunal de
uma instância inferior em relação ao Tribunal de Recurso.
***
39. O Tribunal observa que, nos termos do n.º 5 do artigo 56.º da Carta, cujas
disposições são reafirmadas no n.º 2, alínea e), do artigo 50.º do
Regulamento, qualquer petição interposta perante o Tribunal deve cumprir
o requisito de esgotamento dos recursos internos, a menos que seja
manifesto para o Tribunal que tais recursos se prolongam de modo
anormal.12 O acto normativo de esgotamento dos recursos internos visa
proporcionar aos Estados a oportunidade de resolver os casos de alegadas
violações dos direitos humanos no âmbito da sua jurisdição antes de um
organismo internacional de direitos humanos ser chamado a determinar a
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Peter Joseph Chacha c. República Unida da Tanzânia (admissibilidade) (28 de março de 2014) 1
AfCLR 398, §§ 142-144; Almas Mohamed Muwinda & Outros c. República Unida Tanzânia, TAfDHP,
Petição N.º 030/2017, Acórdão de 24 de Março de 2022 (mérito e reparações), § 43.
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