libertação.48 O pedido de libertação não é, por conseguinte, justificado, pelo
que o Tribunal nega provimento ao mesmo.49
ii. Garantias de não recorrência
138. O Peticionário não formula pedidos específicos a solicitar a garantia de não
reincidência.
139. Todavia, o Tribunal observa que as violações estabelecidas na presente
Petição, nomeadamente, o direito do Peticionário à fiança, decorrem da
legislação do Estado Demandado, especificamente, do n.º 5 do Artigo 148.º
da Lei de Processo Penal (CPA). O Tribunal recorda que esta lei viola o
Artigo 6.° da Carta, na medida em que retira aos oficiais de justiça o poder
discricionário de conceder ou recusar o direito à fiança a pessoas acusadas
de cometerem certos crimes, incluindo o assalto à mão armada. Enquanto
esta lei permanecer em vigor, as pessoas em situação semelhante à do
Peticionário correm o risco de ver negada a liberdade sob fiança se forem
acusadas do crime de assalto à mão armada ou de outras transgressões
enumeradas no n.º 5 do Artigo 148.º da CPA.
140. A fim de garantir a não reincidência das violações constatadas, o Tribunal
ordena ao Estado Demandado que altere o seu direito interno de modo a
que os funcionários judiciais tenham a possibilidade de conceder ou
recusar o acesso à caução a um arguido, tendo em consideração as
circunstâncias específicas de cada caso.
iii. Publicação
141. Nenhuma das partes apresentou quaisquer observações relativamente à
publicação do presente Acórdão.
48
Mangaya c. Tanzânia (fundo da causa e reparação), supra, parágrafo 97; Elisamehe c. Tanzânia
(fundo da causa e reparação), supra, parágrafo 112; e Evarist c. Tanzânia (fundo da causa), ibid,
parágrafo 82.
49 Stephen John Rutakikirwa c. a República Unida da Tanzânia, TAfDHP, Petição Inicial N.º 013/2016,
Acórdão de 24 de Março de 2022 (fundo da causa e reparação), parágrafo 88.
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