63. Por conseguinte, o Tribunal nega provimento a esta denúncia apresentada
pelo Peticionário e conclui que o Estado Demandado não violou o seu
direito a ser ouvido, protegido pelo n.° 1 do artigo 7.° da Carta.
B. Alegada violação do direito à vida
64. O Peticionário alega que o Estado Demandado, ao impor-lhe a pena de
morte, o condenou a um castigo inconstitucional, desumano e inculto em
violação dos seus direitos.
*
65. O Estado Demandado impugna a alegação do Peticionário e sustenta que
a questão da constitucionalidade da pena de morte no país era um dos
fundamentos de recurso avançado pelo Peticionário, que foi decidido pelo
Tribunal de Recurso. Constata ainda que a pena de morte está prevista no
direito interno do Estado Demandado como castigo por homicídio
premeditado. De modo específico, o Estado Demandado refere-se à
Secção 197 do seu Código Penal, que prescreve o seguinte: «Uma pessoa
considerada culpada de homicídio premeditado é condenada à morte».
66. O Estado Demandado também reporta-se ainda à decisão do seu Tribunal
de Recurso no processo Mbushuu, vulgo, Dominic Mnyaroje e outro c.
República [1995] TLR 97, no qual determina: «... a pena de morte, conforme
prevê a Secção 197 do Código Penal ... não é arbitrária, daí a sua
legalidade, e é razoavelmente necessária, pelo que encontra sustentação
no n.° 2 do artigo 30.° da Constituição, não sendo, portanto, a pena de
morte inconstitucional».
67. O Estado Demandado reporta-se mais adiante ao artigo 6.° do Pacto
Internacional sobre os Direitos Cívicos e Políticos (doravante designado por
«PIDCP») e sustenta que está claro que o PIDCP, no qual é Parte, não
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