5. Factos e procedimentos i.Factos apresentados pelo queixoso 1º O queixoso é um cidadão nigeriano, Estado-Membro da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). É também actriz de Nollywood, organizadora e gestora de eventos, piloto de automóveis, dublinista, promotora de turismo, jornalista de investigação e apresentadora de rádio e reside em Abuja, Nigéria. 2º O queixoso é um nigeriano com dupla cidadania nigeriana/britânica. Trabalha no Aeroporto Internacional Nnamdi Azikwe de Abuja e reside em Abuja. 3º O queixoso é um cidadão nigeriano e reside em Port Harcourt. É assistente especial de uma empresa chamada Buy Naija e também directora executiva da J.E Inienes limited. O 4º queixoso é um cidadão nigeriano e reside em Abuja. É uma mulher de negócios e negoceia em vendas de roupa, sapatos, malas, jóias, etc. no mercado de Utako, Abuja. O Réu é o Governo da República Federal da Nigéria e Estado Membro da CEDEAO. A 1ª Autora avança que no dia 23 de Setembro de 2011, recebeu uma chamada de uma amiga sua informando-a que 3 damas de honor que vieram para um casamento de uma amiga mútua foram raptadas por algumas pessoas num autocarro branco. A 1ª Autora declara que respondeu ao pedido de socorro que foi colocado por volta da meia-noite e imediatamente comunicou com as vítimas raptadas para localizar para onde as levavam. Mais tarde, percebeu que havia 2 autocarros da marca Abuja Environmental Protection Board and Society against Prostitution and Child Labour (SAPCLN) e ambos os autocarros tinham homens à paisana e homens da polícia armados que andavam por aí a raptar mulheres que viam nas ruas de Abuja. Continuando, a 1ª queixosa afirma que quando chegaram ao escritório da AEPB na Área 3 Garki, Abuja, suplicaram aos oficiais no portão para libertarem as mulheres. Em resposta, os funcionários choveram abusos sobre elas por defenderem as suas reivindicações. A 1ª queixosa alegou que, enquanto estavam à porta do escritório, viu os funcionários da AEPB a retirar as mulheres dos autocarros com as armas apontadas para elas. Continuaram a espancá-las e obrigaram-nas a escrever os seus nomes. Uma das mulheres raptadas que se recusou a cumpri-los foi

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