especificar a natureza das reparações pretendidas. Não especifica a
natureza do dano material que sofreu e como esse dano está relacionado
com a violação de seus direitos a um processo equitativo, incluindo o direito
à assistência jurídica conforme estabelecido na alínea c) do n.º 1, do artigo
7.º da Carta.
139. Diante destas circunstâncias, o Tribunal não concede uma indemnização
por danos materiais.
ii. Danos morais
140. Os Peticionários não pedem especificamente ao Tribunal que conceda
reparações por danos morais. No entanto, como já foi referido, o Primeiro
Peticionário pede, em termos gerais, que o Tribunal lhe conceda uma
indemnização. Ambos os Peticionários pedem também ao Tribunal que
"restabeleça a justiça onde ela foi descurada". Por conseguinte, o Tribunal
examinará se os Peticionários têm direito a compensação por danos
morais.
141. O Tribunal recorda a sua jurisprudência estabelecida quando considerou
que o dano moral é presumido em casos de violação dos direitos humanos,
o Tribunal observa que o quantum dos danos a este respeito é avaliado
com base na equidade, tendo em conta as circunstâncias do caso. 41 O
Tribunal adoptou, assim, a prática de conceder um montante fixo em tais
casos.42
142. O Tribunal estabeleceu que os direitos do Peticionário á assistência jurídica
da alínea c) do n.º 1, do artigo 7.º, da Carta, tal como lidos em conjunto com
o n.º 3, alínea d), do artigo 14.º do PIDCP foram violados. O Peticionário
41
Zongo e outros c. Burkina Faso (reparações), supra, § 55; Umuhoza c. Ruanda (reparações), supra,
§ 59; Christopher Jonas c. República da Tanzânia (reparações) (25 de setembro de 2020), 4 AfCLR
545, § 23.
42 Rashidi c. Tanzânia (méritos e reparações), supra, § 119; Minani Evarist c. República Unida da
Tanzânia (méritos) (21 de setembro de 2018) 2 AfCLR 402, §§ 84-85; Guehi c. Tanzânia (méritos e
reparações), supra, § 177; Jonas c. Tanzânia, ibid,§ 24.
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