humanos. O quantum da indemnização, neste contexto, é avaliado com
base na equidade, tendo em conta as circunstâncias do caso.31
122. Na Petição sub judice, o Tribunal considera que as violações sofridas pelo
Peticionário configuram danos morais. As violações sofridas pelo
Peticionário consistem na imposição da pena de morte obrigatória e na
permanência prolongada no corredor da morte, ambas agravadas pelas
condições gerais desumanas e degradantes a que está submetido. Embora
a sentença de morte não tenha sido executada, o Peticionário sofreu,
inevitavelmente, danos resultantes das violações constatadas, causadas
pela imposição da pena de morte obrigatória.32
123. Dadas as circunstâncias específicas deste caso, e considerando a jurisprudência
do Tribunal que reconhece o acórdão favorável à vítima como uma forma de
reparação por danos morais,33 o Tribunal, usando do seu poder discricionário,
atribui ao Peticionário Trezentos Mil Xelins Tanzanianos (TZS 300.000) por
danos morais sofridos.
B. Reparações não pecuniárias
i.
Anulação da sentença condenatória
124. O Peticionário pede ao Tribunal que «anule todos os actos processuais do
Tribunal Superior e do Tribunal De Recurso...».
*
125. O Estado Demandado roga que o Tribunal se digne negar provimento aos
pedidos do Peticionário.
***
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Zongo e Outros c. o Burkina Faso (reparação), supra, parágrafo 55; Umuhoza c. o Ruanda
(reparação), supra, parágrafo 59; Jonas c. a Tanzânia, supra, parágrafo 23.
32 Damian c. a Tanzânia (fundo da causa e reparação), supra, parágrafo 149.
33 Christopher Jonas c. a República Unida da Tanzânia (fundo da causa) (13 de Junho de 2014) 1
AfCLR 72, parágrafo 45.
31