114. On.° 1 do art. 17.° da Carta Africana sobre Democracia, Eleigdes e Governacao invocado pela Requerente prevé o seguinte: «Os Estados partes reafirmam o seu compromisso em realizar regularmente eleigdes transparentes, livres e justas, em conformidade com a Declaracao da Unido relativa aos Principios que Regem Para o efeito, todo Estado parte Eleicées Democraticas em Africa. deve criar e reforgar dorgaos eleitorais nacionais independentes e imparciais encarregues de gerir as eleigdes». 115. O art. 3.° do Protocolo sobre Democracia da CEDEAO também referenciado pela Requerente prevé que: «Qs organismos responsaveis pela organizacao das eleigées deverao ser independentes e/ou neutros e devem merecer a confianga de todos os actores politicos. Se necessario, serao organizados consultas nacionais para determinar a natureza e a estrutura desses 6rgaos.» 116. As disposigédes antecedentes mostram que nao ha indicagées precisas quanto as caracteristicas de um Orgao eleitoral «independente» e «imparcial». 117. De acordo «independéncia» com o Dicionario é o facto de uma de pessoa Direito ou uma Internacional Publico, entidade nao depender de qualquer outra autoridade a nao ser de si propria ou, pelo menos, nao depender do Estado no territorio do qual exerce as suas fungdes. Quanto a imparcialidade, esta é a auséncia de viés, preconceito e conflito de interesses". 118. O Tribunal considera que um orgao eleitoral é independente quando tem autonomia administrativa e financeira; e oferece garantias suficientes independéncia e imparcialidade dos seus membros. '2 Dictionary of International Public Law - Jean SALMON, Bruylant, Brussels, 2001, pages 570 and 562. 26 de

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