161. De acordo com o Estado Demandado, o seu Código Penal (Edição Revista, 2022) contempla crimes como homicídio doloso, homicídio involuntário, lesões corporais graves, sequestro e posse ilegal de partes do corpo, e prevê a respectiva punição. 162. Também argumenta que ratificou tratados internacionais que protegem o direito à vida, entre os quais, a Carta, o PIDCP, o CERD, a Convenção sobre os Direitos da Criança (doravante denominada "CDC") e a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (doravante designada "CEDAW"). 163. Outras medidas que o Estado Demandado alega ter tomado são a emissão da Ordem Geral da Polícia nº 7, que prevê o envolvimento da comunidade em questões de segurança. 164. O Estado Demandado argumenta que também criou equipas de trabalho especiais para investigar e processar casos envolvendo a violência contra PWA. A este respeito, refere que o aparelho judicial realizou sessões específicas para acelerar o julgamento de casos relativos a PWA. 165. Outrossim, o Estado Demandado afirma que, de 2006 a 2018, o Ministério Público (doravante denominado "MP.º") processou autores de ataques físicos contra PWA, nos quais, em 42 casos, os acusados foram indiciados de terem cometido o crime de homicídio doloso, enquanto em sete casos, os acusados foram indiciados de terem cometido o crime de homicídio involuntário, e os indiciados foram considerados culpados e condenados em conformidade. 166. O Estado Demandado destaca dois casos, envolvendo Mwigulu Mwatonange e Baraka Cosmos, onde os acusados foram indiciados, considerados culpados e condenados por atacar a PWA. Portanto, o Estado Demandado alega que não violou o direito à vida consagrado no artigo 4.º da Carta. 43

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