Os Peticionários argumentam que, desde o ano 2000, cerca de 76 PWA foram atacadas e mortas e várias outros foram mutiladas ou estupradas. 156. De acordo com os Peticionários, o assassinato de PWA foi objecto de vários relatórios de ONG e de observações conclusivas de muitos órgãos de direitos humanos da ONU e de outros órgãos regionais de direitos humanos. Consequentemente, os Peticionários alegam que o Estado Demandado violou o disposto no artigo 15.º da Carta e no artigo 7.º do PIDCP. 157. A título de ilustração, os Peticionários afirmam que, em 12 de Maio de 2014, uma mulher de 40 anos com albinismo foi brutalmente assassinada na aldeia de Mwachilala, na Região de Simiyu. Os assassinos cortaram-lhe a perna esquerda, a partir do joelho, os dedos indicador e médio esquerdos e a parte superior do polegar esquerdo. 158. Além disso, os Peticionários alegam que, em 21 de Outubro de 2015, um homem de 35 anos com albinismo foi atacado em sua casa, na vila de Mkuranga, em Dar es Salaam, tendo sofrido ferimentos graves no lado direito da cabeça e na orelha, e nunca recuperou dos ferimentos, que o levaram à morte em 24 de Abril de 2017. 159. Os Peticionários também alegam que, em 17 de Fevereiro de 2015, os restos mutilados de um menino de um ano, com albinismo, foram descobertos pela polícia na aldeia de Shilabela Mapinduzi, na Região de Geita, com os braços e as pernas decepados. * 160. O Estado Demandado defende que tem liderado a resposta continental aos ataques infligidos a PWA. Argumenta que, desde que os assassinatos foram noticiados na imprensa, em 2006, adoptou uma abordagem actuante e estratégica para a protecção e potenciamento desta população vulnerável. 42

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