117. Os Peticionários argumentam ainda que, devido ao ambiente restritivo e discriminatório em que as PWA se encontram, muitas são forçadas a fugir de suas casas devido ao medo de sofrer ataques. 118. Os Peticionários declaram que a discriminação sofrida por PWA se traduz fundamentalmente em ataques que colocam em risco a vida, e na exclusão das estruturas de cuidados familiares e comunitários. Mais ainda, alega-se que, devido à sua apreensão, elas são impedidas de beneficiar adequadamente do direito à educação porque abandonam a escola para evitar a estigmatização. De acordo com os Peticionários, as PWA também enfrentam desafios na educação pelo facto de o Estado Demandado não os acomodar razoavelmente, por não atender aos seus problemas congénitos de visão. 119. Os Peticionários alegam que o Estado Demandado não fez o suficiente em termos de política e legislação, salientando que a estigmatização e a discriminação estão estruturalmente enraizados e que a exclusão social é algo preocupante. * 120. O Estado Demandado defende que as suas leis abominam a discriminação. Também alega que tomou medidas afirmativas para eliminar as percepções negativas sobre as PWA, que incluem: formulação da Política Nacional sobre Deficiências, emprego de PWA no sector privado e público, sua inclusão em projectos de desenvolvimento, para o seu bem-estar, e inclusão de PWA em actividades governamentais. 121. O Estado Demandado alega que, das 71.631 PWA que vivem dentro do seu território33, 44.144 detêm empregos remunerados. Ademais, o Estado Demandado argumenta que, como parte da acção afirmativa, foram alocados assentos especiais no Parlamento para as PWA. Como 33 República Unida da Tanzânia, Recenseamento da População e Habitação, 2022. 32

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