Konate c. Burkina Faso, que correu trâmites junto do Tribunal, os
Peticionários argumentam que não são obrigados a esgotar os recursos
locais, a menos que estejam disponíveis e sejam eficazes e suficientes.
62. Referindo-se ao Acórdão do Tribunal Superior da Tanzânia no caso Legal
and Human Rights Centre and Tanganyika Law Society v. Hon. Mizengo
Pinda and the Attorney General, os Peticionários afirmam que os recursos
locais não estão disponíveis a eles perante os tribunais do Estado
Demandado. A este respeito, argumentam que pessoas colectivas não têm
legitimidade para litigar junto dos tribunais nacionais em matéria
relacionada com alegadas viola��ões dos direitos humanos no Estado
Demandado.
63. De acordo com os Peticionários, o artigo 4.º da Lei de Execução dos
Direitos e Deveres Básicos, de 1995, limita interposição de queixas sobre
alegadas violações dos direitos humanos junto do Tribunal Superior a
"vítimas directas" das alegadas violações.
64. Ademais, citando a decisão do Tribunal Superior da Tanzânia no caso
Legal and Human Rights Centre and Tanzania Albino Society v. Attorney
General and Others, os Peticionários argumentam que um caso de
interesse público apresentado em nome de PWA foi rejeitado com base no
facto de o processo ter sido intentado por uma ONG, e as PWA foram
informadas que deviam apresentar as suas queixas individualmente a
alegar a violação dos seus direitos.
***
65. O n.º 5 do artigo 56.º da Carta, cujas disposições são reafirmadas no n.º 2,
al. e), do artigo 50.º do Regulamento, estatuiu que todas as petições
interpostas perante o Tribunal devem cumprir o requisito de esgotamento
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