em um tratado, não pode estar sujeita a obrigações legais decorrentes
desse tratado. Esta constatação está de acordo com o disposto no artigo
34.º da Convenção de Viena de 1986 sobre o Direito dos Tratados entre
Estados
e
Organizações
Internacionais
ou
entre
Organizações
Internacionais.”1
14. O Tribunal enfatiza ainda a sua constatação na Decisão proferida no caso
Falana acima citada de que um pedido apresentado contra uma entidade
que não seja Estado Parte no Protocolo está fora da sua competência
jurisdicional.2
15. No caso em apreço, a Petição é apresentada contra a UA e a CUA, que
não são Estados Partes no Protocolo.
16. Diante do exposto acima, o Tribunal considera que manifestamente carece
de competência jurisdicional para apreciar o objecto da Petição.
V.
PARTE OPERATIVA
17. Tudo visto e ponderado:
O TRIBUNAL,
Por unanimidade,
Considera que manifestamente carece de competência jurisdicional para
apreciar o objecto da Petição.
1
2
Femi Falana c. União Africana (competência jurisdicional) (26 de Junho de 2012) 1 AfCLR 118, § 70.
Falana c. União Africana, supra, § 73.
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