215/98 Rights International / Nigéria Resumo dos fatos 1. O Queixoso é uma ONG com sede nos Estados Unidos da América. 2. O Queixoso alega que Charles Baridorn Wiwa, um estudante nigeriano em Chicago, foi detido e torturado num campo de detenção militar nigeriano em Gokana. 3. O Queixoso alega que o Sr. Wiwa foi detido a 3 de Janeiro de 1996 por soldados armados desconhecidos na presença da sua mãe e de outros membros da sua família. 4. É alegado que o Sr. Wiwa permaneceu no referido campo de detenção militar de 2 a 9 de Janeiro de 1996. 5. Enquanto esteve detido, o Sr. Wiwa foi chicoteado e colocado numa cela com quarenta e cinco outros detidos. 6. Depois de ter sido identificado como familiar do Sr. Ken Saro-Wiwa, o Sr. Wiwa foi sujeito a várias formas de tortura. 7. Em anexo à comunicação encontram-se provas médicas da tortura física do Sr. Wiwa. 8. Após 5 dias no campo de detenção de Gokana, o Sr. Wiwa foi transferido para o Serviço de Informações do Estado (SIB) em Port Harcourt. 9. O Sr. Wiwa esteve detido de 9 a 11 de Janeiro de 1996, sem acesso a um advogado ou a familiares, exceto durante uma discussão de cinco minutos com o seu avô. 10. O Sr. Wiwa, alegadamente, não foi informado das acusações contra ele nem lhe foi dada uma explicação para a sua detenção prolongada até 11 de Janeiro de 1996. 11. Em 9 de Janeiro de 1996, o Sr. Wiwa foi finalmente autorizado a preparar uma declaração em sua própria defesa, mas sem um advogado, e não sabia o que escrever. 12. Em 11 de Janeiro de 1996, o Sr. Wiwa e outros 21 Ogonis foram levados perante o Tribunal de Magistratura 2 em Port-Harcourt, acusados de reunião ilegal, em violação da Secção 70 das Leis do Código Penal da Nigéria Oriental, 1963. 13. O instrumento de acusação declara que o Sr. Wiwa participou na referida reunião ilegal a 4 de Janeiro de 1996, o que acontece um dia depois de ter sido detido. 14. No entanto, foi concedida ao Sr. Wiwa uma fiança. 15. Enquanto o Sr. Wiwa estava sob fiança, algumas pessoas desconhecidas, que se pensava serem agentes do Governo, raptaram-no e ameaçaram a sua vida obrigando-o a entrar num carro em Port-Harcourt. 16. Seguindo o conselho dos advogados de direitos humanos, o Sr. Wiwa fugiu da Nigéria em 18 de Março de 1996 para Cotonou, República do Benim, onde o Gabinete do Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados o declarou refugiado. 17. Em 17 de

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